Depois de um longo tempo...
Mudanças
Bem-aventuranças
Turbulências
Coração tranquilo
Fé renovada
Feliz!
Se Eu Fosse Eu !!!
"Quando eu não sei onde guardei um papel importante e a procura revela-se inútil, pergunto-me: se eu fosse eu e tivesse um papel importante para guardar, que lugar escolheria? Às vezes dá certo. Mas muitas vezes fico tão pressionada pela frase 'se eu fosse eu', que a procura do papel se torna secundária, e começo a pensar, diria melhor SENTIR. 'Se eu fosse eu' parece representar o nosso maior perigo de viver, parece a entrada nova no desconhecido. " Autora: Clarice Lispector
domingo, 23 de outubro de 2016
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Origem do nome do blog....
O texto ao final deste tópico, marcou-me profundamente, marcou-me da primeira vez que o li e ainda me causa impactos profundos todas as vezes que o releio.
Extremamente utilizado em nosso dia, a frase Se eu fosse você, nos acompanha sempre que tentamos aconselhar outros a fazerem o que faríamos em situação semelhante.
Como se pudéssemos de uma hora para outra deixar nossa vida, nosso corpo, nossa mente, nossos sentimentos, e viver inteira e intensamente a vida de outra pessoa.
E ainda, ao declararmos essas palavras, Se eu fosse você, é como se tivéssemos a receita mágica para resolver todos os problemas, dos outros é claro, pois os nossos nesse exato momento são resolutamente jogados para debaixo do tapete.
Clarice, desculpem-me pela ousadia, mas nesses momentos sinto-a como se fosse minha amiga íntima, nos convida no texto Se Eu Fosse Eu, a nos aventurar por outros caminhos, mais intensos e interessantes.
Se Eu Fosse Eu, é um convite ao auto-conhecimento, às possibilidades internas que cada um de nós possui, e em última e preciosa instância nos oferece um convite à VIDA plena, plena se sentido, de sentir.
Foi deste texto que surgiu o nome deste blog, pois ao escrever estou também respondendo a um dos meus tremores que senti ao ler pela primeira vez Se Eu Fosse Eu.
Pois Se Eu Fosse Eu, eu escreveria o que penso, o que sinto, e como percebo o mundo e a mim mesma.
Vamos à sublime Clarice. Aproveitem!
Extremamente utilizado em nosso dia, a frase Se eu fosse você, nos acompanha sempre que tentamos aconselhar outros a fazerem o que faríamos em situação semelhante.
Como se pudéssemos de uma hora para outra deixar nossa vida, nosso corpo, nossa mente, nossos sentimentos, e viver inteira e intensamente a vida de outra pessoa.
E ainda, ao declararmos essas palavras, Se eu fosse você, é como se tivéssemos a receita mágica para resolver todos os problemas, dos outros é claro, pois os nossos nesse exato momento são resolutamente jogados para debaixo do tapete.
Clarice, desculpem-me pela ousadia, mas nesses momentos sinto-a como se fosse minha amiga íntima, nos convida no texto Se Eu Fosse Eu, a nos aventurar por outros caminhos, mais intensos e interessantes.
Se Eu Fosse Eu, é um convite ao auto-conhecimento, às possibilidades internas que cada um de nós possui, e em última e preciosa instância nos oferece um convite à VIDA plena, plena se sentido, de sentir.
Foi deste texto que surgiu o nome deste blog, pois ao escrever estou também respondendo a um dos meus tremores que senti ao ler pela primeira vez Se Eu Fosse Eu.
Pois Se Eu Fosse Eu, eu escreveria o que penso, o que sinto, e como percebo o mundo e a mim mesma.
Vamos à sublime Clarice. Aproveitem!
SE EU FOSSE EU.
por Clarice Lispector
Quando eu não sei onde guardei um papel importante e a procura revela-se inútil, pergunto-me: se eu fosse eu e tivesse um papel importante para guardar, que lugar escolheria? Às vezes dá certo. Mas muitas vezes fico tão pressionada pela frase "se eu fosse eu", que a procura do papel se torna secundária, e começo a pensar, diria melhor SENTIR.
E não me sinto bem. Experimente: se você fosse você, como seria e o que faria? Logo de início se sente um constrangimento: a mentira em que nos acomodamos acabou de ser movida do lugar onde se acomodara. No entanto já li biografias de pessoas que de repente passavam a ser elas mesmas e mudavam inteiramente de vida.
Acho que se eu fosse realmente eu, os amigos não me cumprimentariam na rua, porque até minha fisionomia teria mudado. Como? Não sei.
Metade das coisas que eu faria se eu fosse eu, não posso contar. Acho por exemplo, que por um certo motivo eu terminaria presa na cadeia. E se eu fosse eu daria tudo que é meu e confiaria o futuro ao futuro.
"Se eu fosse eu" parece representar o nosso maior perigo de viver, parece a entrada nova no desconhecido.
No entanto tenho a intuição de que, passadas as primeiras chamadas loucuras da festa que seria, teriamos enfim a experiência do mundo. Bem sei, experimentaríamos emfim em pleno a dor do mundo. E a nossa dor aquela que aprendemos a não sentir. Mas também seríamos por vezes tomados de um êxtase de alegria pura e legítima que mal posso adivinhar. Não, acho que já estou de algum modo adivinhando, porque me senti sorrindo e também senti uma espécie de pudor que se tem diante do que é grande demais
Envolver, Envolver-se, Envolvimentos....
Desculpas para não se envolver temos, e muitas.
Não me envolvo porque o assunto, pessoa, situação não merecem!
Não me envolvo porque já me envolvi e não deu em nada!
Não me envolvo porque preciso cuidar de outras coisas!
Não me envolvo, e não me envolvo....
E ai, temos aqueles que se envolvem com todos mas com ninguém ...
Outros se envolvem com tudo e com todos, o tempo todo, mas não se envolvem consigo, fator esse primordial para qualquer equilíbrio mental!
E você está envolvido (a) ?
Não me envolvo porque o assunto, pessoa, situação não merecem!
Não me envolvo porque já me envolvi e não deu em nada!
Não me envolvo porque preciso cuidar de outras coisas!
Não me envolvo, e não me envolvo....
E ai, temos aqueles que se envolvem com todos mas com ninguém ...
Outros se envolvem com tudo e com todos, o tempo todo, mas não se envolvem consigo, fator esse primordial para qualquer equilíbrio mental!
E você está envolvido (a) ?
Promessas....
Outro dia, assistindo Friends, meu seriado preferido. Vi uma situação muito inusitada, as tais promessas de ano novo!
O episódio retratava o primeiro dia do ano, e cada um fazia um determinado plano para os 365 novos dias que se apresentavam a frente cheios de vigor.
Mas, entre todas as promessas, uma me fez grande impacto. Tratava-se da Rachel, que no ano anterior havia prometido escrever diariamente em um novo diário. Concluindo, e abreviando, Monica mostrava a promessa escrita na primeira folha de um diário totalmente vazio.
E ai, peguei-me novamente!
Quantos diários iniciados e não continuados! Quantas promessas, pretensões de escrever meus sentimentos até hoje mal cumpridas.
Agora mesmo, escrevo a segunda história do que pretendo um dia publicar, e já sinto uma terrível e paralisante vontade de parar.
A fluidez já não é mais a mesma do texto anterior, a letra já não é mais a mesma, muito menos a vontade!
O que se passa comigo? E com os outros tantos seres que tiram de si qualquer possibilidade de serem admirados, amados ou sequer respeitados?
Tiram inclusive de si, fazem promessas e não cumprem, tomam iniciativas e desistem nos primeiros contratempos.
Não resisti, tirei também! Parei!
*** as referências a textos anteriores não podem ser aplicadas aos textos publicados no blog, pois tratam de outros já há tempos perdidos.
O episódio retratava o primeiro dia do ano, e cada um fazia um determinado plano para os 365 novos dias que se apresentavam a frente cheios de vigor.
Mas, entre todas as promessas, uma me fez grande impacto. Tratava-se da Rachel, que no ano anterior havia prometido escrever diariamente em um novo diário. Concluindo, e abreviando, Monica mostrava a promessa escrita na primeira folha de um diário totalmente vazio.
E ai, peguei-me novamente!
Quantos diários iniciados e não continuados! Quantas promessas, pretensões de escrever meus sentimentos até hoje mal cumpridas.
Agora mesmo, escrevo a segunda história do que pretendo um dia publicar, e já sinto uma terrível e paralisante vontade de parar.
A fluidez já não é mais a mesma do texto anterior, a letra já não é mais a mesma, muito menos a vontade!
O que se passa comigo? E com os outros tantos seres que tiram de si qualquer possibilidade de serem admirados, amados ou sequer respeitados?
Tiram inclusive de si, fazem promessas e não cumprem, tomam iniciativas e desistem nos primeiros contratempos.
Não resisti, tirei também! Parei!
*** as referências a textos anteriores não podem ser aplicadas aos textos publicados no blog, pois tratam de outros já há tempos perdidos.
Entre um avião e outro....
Mais uma vez eu aqui, dentro do avião, e me bate a vontade de escrever. Que tédio!
Porque será que existem esses ciclos repetitivos, e por que será tão difícil quebrá-los ou pelo menos deixar de alimentá-los?
Hoje me pego, me pego mesmo, como um grande detetive que achou seu culpado, a fazer de novo as mesmas coisas, mesmas promessas, mesmo desânimo e re-ânimo passados.
Com ritalina, ou sem ritalina, a vontade é de se entregar. Entregar a inércia, a posição de vítima, de pessoa complicada, de histérica, de sofredora, de angustiada.
Hoje estou bem, e já percebi que assim como chega a sexta-feira, chega também o meu ânimo, a minha vontade!
Hoje não é sexta, é véspera de sexta, e sexta, amanhã, é feriado. Então hoje é sexta, é sexta para os meus sentimentos, para o meu desânimo, para o meu cansaço.
Estou pensando agora, talvez sexta, seja o dia do descanso para a minha vida tediosa, para a personagem que assumi para a semana.
Acho que é isso mesmo, porque durante a semana sou uma, e no final de semana outra !!! Tiro o personagem, boto no armário, e vou ser feliz, pelo menos vou me aproximar do que acho que é ser feliz!
Porque será que existem esses ciclos repetitivos, e por que será tão difícil quebrá-los ou pelo menos deixar de alimentá-los?
Hoje me pego, me pego mesmo, como um grande detetive que achou seu culpado, a fazer de novo as mesmas coisas, mesmas promessas, mesmo desânimo e re-ânimo passados.
Com ritalina, ou sem ritalina, a vontade é de se entregar. Entregar a inércia, a posição de vítima, de pessoa complicada, de histérica, de sofredora, de angustiada.
Hoje estou bem, e já percebi que assim como chega a sexta-feira, chega também o meu ânimo, a minha vontade!
Hoje não é sexta, é véspera de sexta, e sexta, amanhã, é feriado. Então hoje é sexta, é sexta para os meus sentimentos, para o meu desânimo, para o meu cansaço.
Estou pensando agora, talvez sexta, seja o dia do descanso para a minha vida tediosa, para a personagem que assumi para a semana.
Acho que é isso mesmo, porque durante a semana sou uma, e no final de semana outra !!! Tiro o personagem, boto no armário, e vou ser feliz, pelo menos vou me aproximar do que acho que é ser feliz!
Enfim, a estréia.....
Parece-me que ao pegar o computador as idéias desaparecem, aquilo que devia ser dito, é interditado pelo medo.
Medo de se expor, medo do que os "outros" irão pensar ao se depararem na net com o texto de uma estranha, medo ao mesmo tempo de ninguém ler, de não conseguir despertar o desejo de leitura no meio de tantos internautas.
Medo, medo, medo!
Escrever, vontade antiga, assim como os medos relatados acima. Será que hoje consegui vencê-lo? Será que realmente estou a estreiar o espaço para colocar enfim as minhas idéias?
Não sei, mas como diz o lema da maioria dos tratamentos psicológicos, um dia de cada vez, um passo atrás do outro.
Então, vamos lá, até se acostumar ou não, quem vai enfim ter a certeza do que vem a seguir?
Hoje, estreiamos, eu e meu espaço, eu e meus pensamentos. A estréia não é tão estréia assim, os textos já são um tanto quanto antigos, encontrei-os rabiscados em cadernos, e mais cadernos aqui em casa. Mas se já são velhos amigos, se já os encontrei mais de uma vez, se já os repeti na ânsia da busca de mim mesmo, acredito que valha a pena expor! Talvez exorcismo, talvez impulsividade, talvez expurgo, sei lá!
A única certeza que tenho no momento, é que devo terminar essa introdução e apertar o botão para publicar a postagem, antes é claro que o medo fale mais alto e me vença mais uma vez!
Espero que gostem!
Medo de se expor, medo do que os "outros" irão pensar ao se depararem na net com o texto de uma estranha, medo ao mesmo tempo de ninguém ler, de não conseguir despertar o desejo de leitura no meio de tantos internautas.
Medo, medo, medo!
Escrever, vontade antiga, assim como os medos relatados acima. Será que hoje consegui vencê-lo? Será que realmente estou a estreiar o espaço para colocar enfim as minhas idéias?
Não sei, mas como diz o lema da maioria dos tratamentos psicológicos, um dia de cada vez, um passo atrás do outro.
Então, vamos lá, até se acostumar ou não, quem vai enfim ter a certeza do que vem a seguir?
Hoje, estreiamos, eu e meu espaço, eu e meus pensamentos. A estréia não é tão estréia assim, os textos já são um tanto quanto antigos, encontrei-os rabiscados em cadernos, e mais cadernos aqui em casa. Mas se já são velhos amigos, se já os encontrei mais de uma vez, se já os repeti na ânsia da busca de mim mesmo, acredito que valha a pena expor! Talvez exorcismo, talvez impulsividade, talvez expurgo, sei lá!
A única certeza que tenho no momento, é que devo terminar essa introdução e apertar o botão para publicar a postagem, antes é claro que o medo fale mais alto e me vença mais uma vez!
Espero que gostem!
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