Outro dia, assistindo Friends, meu seriado preferido. Vi uma situação muito inusitada, as tais promessas de ano novo!
O episódio retratava o primeiro dia do ano, e cada um fazia um determinado plano para os 365 novos dias que se apresentavam a frente cheios de vigor.
Mas, entre todas as promessas, uma me fez grande impacto. Tratava-se da Rachel, que no ano anterior havia prometido escrever diariamente em um novo diário. Concluindo, e abreviando, Monica mostrava a promessa escrita na primeira folha de um diário totalmente vazio.
E ai, peguei-me novamente!
Quantos diários iniciados e não continuados! Quantas promessas, pretensões de escrever meus sentimentos até hoje mal cumpridas.
Agora mesmo, escrevo a segunda história do que pretendo um dia publicar, e já sinto uma terrível e paralisante vontade de parar.
A fluidez já não é mais a mesma do texto anterior, a letra já não é mais a mesma, muito menos a vontade!
O que se passa comigo? E com os outros tantos seres que tiram de si qualquer possibilidade de serem admirados, amados ou sequer respeitados?
Tiram inclusive de si, fazem promessas e não cumprem, tomam iniciativas e desistem nos primeiros contratempos.
Não resisti, tirei também! Parei!
*** as referências a textos anteriores não podem ser aplicadas aos textos publicados no blog, pois tratam de outros já há tempos perdidos.
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